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Sabedoria é luz


Neste mesmo livro, O poder da Kabbalah, mais sobre a sabedoria da vida.

Estudar a natureza espiritual da realidade abre nossa consciência e nos permite ver e perceber coisas de uma maneira que nunca vimos ou percebemos antes. Quando começamos a entender um novo princípio ou idéia ou a internalizar um aspecto da sabedoria, uma luz é acesa em nossa alma. Isso significa que a vida se torna um pouco melhor e um pouco mais iluminada.
É bem simples.

As mentes mais brilhantes da história, incluindo Pitágoras, Platão, Newton e Liebniz, exploraram essa sabedoria oculta, que os influenciou profundamente. O objetivo de se estudar os mistérios da nossa origem é nos tornamos não apenas mais sábios, mas também mais puros, mais iuminados e mais plenos.


Resistência


O livro "O poder da Kabbalah" editado pela Kabbalah Centre, que ganhei da querida Betina, me fez companhia neste final de ano. Na começo de um novo ciclo, nada melhor do que estabelecer metas, reafirmar o que tem dado certo e rever habitos vencidos.
Um dos capitulos deste agradável livro, fala da resistência a tantas ameaças do nosso dia a dia.
Resistência ao se Atormentar
Você está confuso com relação a algumas decisões importantes e preocupado com o impacto que terão em sua vida.
Você pondera, analisa, se preocupa, se aflige.
Resista ao impeto de se atormentar.
Saia e faça algo de bom para outra pessoa, invista um pouco de seu tempo para ajudar os outros com os problemas deles.
Quando você sai do próprio caminho as soluções vêm a você quando menos espera.


Não tem como não dar certo!


Sobre a brevidade da vida


No capitulo III do livro Sobre a Brevidade da Vida, Seneca, Editora L&PM Pocket, nos dá uma lição. Escrito há séculos, suas palavras mostram atualidade, repletas de idéias inspiradoras, nos advertem contra a correria desvairada a que se entrega a maioria dos homens.

1. Nenhum homem sábio deixará de se espantar com a cegueira do espírito humano...
Ninguém permite que sua propriedade seja invadida...
No entanto, permitem que outros invadam suas vidas..
São econômicos na preservação de seu patrimônio, mas desperdiçam o tempo, a única coisa que justificaria a avareza.

2. Agradar-me-ia questionar qualquer um dentro os mais velhos: Vemos que já atingiste o fim da vida, tens 100 ou + anos. Vamos, faz o cálculo a tua existência. Conta quanto tempo foi tirado por um credor, pelo poder, por um cliente. Quanto tempo foi tirado pelas brigas conjugais, pelo dever de idas e vindas pela cidade... Acrescenta, ainda, as doenças causadas por nossas próprias mãos e também todo o tempo desperdiçado. Verás que tens menos anos do que contas.

3. Perscruta a tua memória: quando atingiste um objetivo? Quantas vezes ao dia transcorreu como o planejado? Quando usaste teu tempo contigo mesmo? Quando mantiveste uma boa aparência, o espirito tranquilo? Quantas obras fizeste para ti com um tempo tão longo? Quantos não esbanjaram a tua vida sem que notasse o que estava perdendo? O quanto da tua existência não foi tirado pelos sofrimentos sem necessidade, tolos contentamentos, paixões ávidas, conversas inúteis, e quão pouco te restou do que era teu? Compreenderás que morres cedo.

4. O que está em causa então? Viveste como se fosse viver para sempre, nunca te oorreu a tua fragilidade; Não te dás conta de quanto tempo já transcorreu. Como se fosse pleno e abundante, o desperdiças e, nesse ínterim, o tempo que dedicas a alguém ou a alguma coisa talvez seja o teu último dia. Temes todas as coisas como os mortais, desejas outras tantas...

5. Ouviras a maioria dizendo: Aos 50 me dedicarei ao ócio. Aos 60, ficarei livre de todos os meus encargos.

Que certeza tens que há uma vida longa? O que garante que as coisas se darão como dispoões? Não te envergonhas de destinar para ti somente resquícios da vida e reservar para a meditação apenas a idade que já não é produtiva? Não é tarde demais para começar a viver, quando já é tempo de desistir de fazê-lo?

Que tolice dos mortais a de adiar as sábias decisões e, a partir daí, onde poucos chegaram, mostrar desejo de começar a viver!


Trabalho e Espiritualidade

Em entrevista concedida ao thenewlife, Ken O'Donnel fala sobre o trabalho e a busca pela essência e a espiritualidade.

Como equilibrar dois fatores, aparentemente, tão contraditórios e inclui-los no dia a dia das corporações, quando o foco dos negócios ainda é a lucratividade?
A motivação real é a conexão sagrada entre quem eu sou internamente e o que faço no mundo. Ambas as rodas – o interno e o externo – giram em torno desse eixo. Se o acesso não é forte o suficiente, nenhuma das rodas pode realmente virar. Não há nada na espiritualidade que diz que eu não deveria ter o retorno justo do que eu faço. A verdadeira prosperidade é ter o suficiente para fazer as coisas que preciso fazer para viver o meu propósito mais profundo. Se houver um senso de propósito real, e posso associar meu trabalho com ela, a prosperidade me seguirá como uma sombra. Eu sempre terei o suficiente, porque o próprio universo conspira para me ajudar a viver essa finalidade. A prosperidade e a espiritualidade são contradições somente se houver ganância.


Sabedoria Discriminativa

Estes dias, um colega de trabalho me perguntou como fazia para desenvolver sua espiritualidade e quais eram as vantagens disso. Uma pergunta didaticamente clara, mas muito difícil de responder. Recorri a um dos meus mestres, Sogyal Rinponche, em seu livro "O livro tibetano do viver e do morrer":

Duas pessoas conviveram dentro de voce durante toda sua vida. Uma é o ego, tagarela, exigente, calculista; a outra é o ser espiritual oculto, cuja voz sábia e serena você raramente ouviu, e se o fez, não a atendeu.

À medida que ouve mais e mais os ensinamentos, que os contempla e integra em sua vida, essa voz interior, sua "sabedoria discriminativa", é despertada e fortalecida, e você começa a distinguir sua orientação das diferentes vozes glamorosas e sedutoras do ego. A lembrança da sua real natureza, com todo seu esplendor e confiança, começa a retornar a você.

Quanto mais ouvir esse guia interno, mais facilmente você mesmo estará preparado para mudar seus maus-humores, ver através deles, e até rir deles pelos absurdos dramas e ilusões que criam.

Gradualmente se descobrirá capaz de libertar-se mais depressa das emoções negativas que governam a sua vida, e essa habilidade é o maior de todos os milagres.


Milagre de verdade, dizia outro mestre, era alguém se libertar de uma emoção negativa.


Fora de Mim


Em seu novo site Fora de Mim, Elza Tamas, vai além do convencional e da mesmice, e nos convida a reflexão profunda e nada trivial da vida.

Até que possamos ser compassivos e democráticos na forma como lidamos com o nosso território pessoal, continuaremos a repetir no social a mesma mecânica de preconceito e segregação que praticamos internamente. Nenhuma mudança no social acontece desconectada de uma mudança no plano pessoal.

Num mundo de tanta superficialidade, é imperativo explorar o universo fora de mim.


Fernando Pessoa


Na primeira aula do curso sobre Fernando Pessoa e o Budismo, ministrado por Shogyo Gustavo Pinto em 1o de setembro, nas instalações do Clube Transatlantico, Fernando Pessoa nos visita com a força de sua poesia imortal:
QUERO, TEREI.
SE NAO AQUI, NOUTRO LUGAR
QUE AINDA NAO SEI.
NADA PERDI, TUDO SEREI...

Na segunda aula avulsa, em 15 de setembro, um pouco mais de sua mágica obra!


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